domingo, 26 de junho de 2011

Dose dupla de sexta!

A semana foi cheia de acontecimentos e só na sexta eu consegui parar para experimentar duas long necks que estavam na geladeira a um tempão: uma Köstritzer Schwarzbier e uma Wernesgrüner.
Na primeira, logo de cara, é impossível de ler ou ainda falar o nome da cerveja - a minha dificuldade foi tanta que eu pensei que o nome era Köstriber, mas joguei o nome no Google e achei um site que falava justamente sobre esse erro. Aqui ao lado está a logo da cerveja. Você não acha que o TZ parece um B?

Essa cerveja preta, em alemão: schwarzbier, é produzida de acordo com a lei da pureza da cerveja, portanto, ótima! O sabor mistura um pouco de caramelo, chocolate e mel - mas nada muito exagerado, pelo contrário. É literalmente uma bela cerveja, com a cor marom bastante carregada e com uma bela formação de espuma - que no meu copo não ficou por muito, ou por causa da temperatura da cerveja ou porque eu a servi mal mesmo!
Köstritzer é uma cerveja é muito equilibrada e até refrescante - o que faz dela diferente de estilos de cervejas escuras e muito apropriada para aqueles que estão começando a experimentar outros estilos de cerveja.

Já a Wernesgrüner, de parecida com a primeira, só a dificuldade de pronunciar o que está escrito, de resto, é uma pilsen como outra qualquer, mas bem diferente das brasileiras. Sua coloração é dourada e bastante cristalina. Seu teor alcoólico não é muito alto (4,9%) e o sabor é um pouco lupulado, o que deixa a cerveja mais amarga, mas não muito. Seu retro-gosto é leve e agradável.

Experimentem que as duas valem.

Abraços e boa desgutação!

Sobre as cervejas

Köstritzer
Origem: Alemanha
Valor: entre R$9 e R$15 a garrafa
Graduação alcoólica: 4,8%
Tipo de Copo: Taça

Origem: Alemanha
Valor: entre R$9 e R$15 a garrafa
Graduação alcoólica: 4,8%
Tipo de Copo: Tulipa

Novidades

Novidade 1: Vem aí o segundo Campeonato de Cervejas Nacionais e Internacionais,  organizado pela Associação Brasileira de Degustarores de Cervejas (ABRADEG) e eu recebi a honra de ser convidado para fazer parte do grupo de jurados. Em breve um post expecífico sobre o Evento.

Novidade 2: Um post sobre a relação das mulheres com a cerveja está sendo preparado - esse vai dar o que falar.



terça-feira, 14 de junho de 2011

Esperava mais

Uma cerveja que tinha tudo, mas acabou tendo quase nada!

O final de semana do Dia dos Namorados passou, mas não deixei de experimentar mais uma cerva! A bola da vez foi a Tucher Helles Hefe Weizen, cerveja de trigo alemã, cuja a cervejaria fica em Nüremberg.

Para começar não gostei muito da apresentação da cerveja. Sua coloração seguia os padrões das cervejas de trigo fermentadas na própria garrafa, ou seja, amarela e bastante turva. Porém, havia muitas partículas em suspensão, tantas que se colocada contra a luz, era possível enxergar nitidamente pedaços de trigo e outros materiais na cerveja.

Depois desta cena, fui em busca de soluções para esse problema, eu queria saber como evitar de esses pedacinhos, até porque tenho verdadeira ojeriza por "fiapos". Liguei para o quiosque onde havia comprado-a, Mr. Beer - Nova América, e o atendente me recomendou ao servir a cerveja, antes de completar o copo, agitar o que restou na garrafa e servi-la novamente, desta forma, a maioria das partículas ficariam na espuma da cerveja. Muito bem, fiz isso e não é que deu certo!?!? A cerveja ficou linda! Ponto para o atendente!

Mas ao prová-la fiquei um pouco decepcionado. :-( Não era tudo aquilo que eu imaginava. Primeiro, o aroma não era tão saboroso como em outras cervejas, e, consequentemente, o sabor também não. O retrogosto também não era muito forte, sem contar que "fiapos" se tornaram notórios no final do copo.

Mas acho que a culpa foi minha! Botei muita espectativa nesta Tucher em virtude de já tê-la experimento antes, em um pub de Londres enquanto eu saboreava um belíssimo filé mignon mal passado. Porém, na ocasião ela me pareceu boa...

Mas é assim mesmo, nem sempre a gente acerta.

Abraços e boa degustação!

Dados da cerveja
Nome: Tucher Helles Hefe Weizen
Nacionalidade: Alemanha - Nüremberg
Valor: entre R$9 e R$15 a garrafa
Graduação alcoólica: 5,2%
Tipo de Copo: Weizen

Curiosidades - A cerveja foi trazida pelos holandeses ao Brasil em meados do século XVII . Mas só em 1850 que elas começaram a ser produzidas em maior escala no país.

Novidade - Cervejeiro Carioca está também no twitter - @cervejeirodorio

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Inauguração em dose dupla

Bem-vindo!!

O objetivo deste blog é meramente informativo. Não há nenhum vínculo comercial ou empregatício com nenhuma cervejaria. Os textos publicados aqui representam apenas as minhas expressões sobre as cervejas especiais que experimento.

Não sou nenhum degustador profissional, não tenho nenhum curso de cervejeiro, ou coisa parecida (por enquanto). Sou apenas mais um apreciador curioso e este blog é só mais uma maneira de compartilhar minhas opiniões sobre as cervejas que conheço.

Deixando as apresentações de lado, vamos ao que interessa!

Na noite do dia 08/06/2011, passei no Beertaste para matar a saudade da Guiness (que na minha opinião, está entre as três melhores cervejas do mundo) e tive uma grata surpresa: rolava o lançamento comercial do chope de trigo de uma nova cerveja artesanal carioca, a FRAGA. Curioso do jeito que sou e vendo um monte de gente consumindo a cerveja, assim que esvaziei a minha pint, pedi a minha própria FRAGA que, para minha grata surpresa, é ÓTIMA!

Sem bolhas e com nenhuma partícula em suspensão, a FRAGA, como a maioria dos chopes Weiss de alta fermentação, tem a coloração bastante convidativa, com tons de dourado-opaco. O aroma é excelente e a formação de espuma é muito boa e acompanha a bebida até o último gole.

Mas o melhor ainda estava por vir! Logo na primeira golada se percebe a qualidade dos ingredientes utilizados na fabricação da cerveja. O sabor do chope é bastante acentuado, se percebe isso a cada novo gole, e muitíssimo agradável. Não deixa nada a desejar se comparada a rótulos internacionais, muito pelo contrário, e se você, assim como eu, é um grande fã das Weiss, poderá ficar na dúvida na hora de classificar quem é a melhor.

O Beertaste estava lotado de amigos e parceiros dos cervejeiros, a maioria vestida, literalmente, com a camisa da empresa e consumindo bastante a cerveja. Tanto que duas horas após a abertura do primeiro barril, outro teve que ser trazido diretamente da fábrica para matar a sede do pessoal, inclusive a minha!

Entre uma tulipa e outra tive a oportunidade de conversar com o mestre cervejeiro da empresa, Sergio Fraga, e com um dos diretores, Fredy Litowsky, que me contaram um pouco da história e o modo de preparo da cerveja apresentada por eles.

Resumindo, no minha humilde opinião, a cerveja é ótima! Vale muito a degustação e tem tudo para arrebentar!!! Estou ancioso para encontrar essa loira maravilhosa e carioca por aí novamente.

Na foto abaixo estão Leonardo - Beertaste e a equipe da FRAGA, entre eles, o mestre cervejeiro da empresa, Sergio Fraga e o diretor Fredy Litowsky, respectivamente, o primeiro, o terceiro e o quinto da esquerda para direita.




Dados da cerveja
Nome: Fraga Weiss
Origem: Rio de Janeiro - Brasil
Valor: entre R$8 e R$10 cada túlipa.


Abraços e boa degustação!